quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

IMAGENS DE ÉVORA




Imagens do ano de 2006 em que ÉVORA acordou coberta de neve



Ao lado - PRAÇA DO GIRALDO










Ao lado - PORTAS DE MOURA




Al lado - IGREJA DE S. FRANCISCO










EM CIMA - VISTA GERAL DA CIDADE DE ÉVORA

EM BAIXO, vista nocturna do TEMPLO DE DIANA


EM BAIXO

OUTRAS IMAGENS DO NOSSO ALENTEJO

"NINHO DE CEGONHA"



Fotos do Album Pessoal de CLAUDIO PORTALEGRE




segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Silêncio Quebrado

Silêncio Quebrado

A Rosa Maria teimava
Côr que perder; - Não queria
Tão pouco sensual odôr
Menos ser rosa sem espunhos
Nem causar dôr a quem a tolhia.

Sacrificando-se sem sacrifício algum
Ainda assim; - Por vezes subjugada
Sem mistérios, sem segredos
Que dos seus, a Rosa sofria
Destinada a ser desfolhada.

Escravizada nos deveres
De pétala caída; - Cançada
Descolorida entre quatro paredes
Ao surdo grito se prendia
Taciturna e à mordaça forçada.

No seu jardim de espinhos floridos
Dela; - Tudo se servia
Magoada - Decidida - Revoltada
Lutadora e até guerreira
"O silêncio" quebrou um dia

                                               JULIO AMARAL

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PROVERBIANDO…

“Um diálogo de burros”

Suponhamos que um contribuinte, do erário público, entra numa Repartição Pública, que pode ser a sua…, e exclama:

Quem foi o “burro” que me enviou este Aviso para pagar aquilo que já paguei?

Levanta-se um funcionário que diz:

Burro que muito zurra pede cabresto!

E, o diálogo entre os dois continuou assim:

Cte – Oh! É burro velho não recebe ensino!

Funcº - O burro não é tão burro como se pensa!

Cte - A burro velho albarda nova!

Funcº - Aqui, não se albarda o burro à vontade do dono!

Cte - Homem da Beira e besta muar têm sempre coices p’ra dar!

Funcº - O burro não se amansa: se acostuma!

Cte - O burro e a mulher, a pau se quer!

Funcº - Sabe o que diz o asno ao mulo? Tira-me daqui orelhudo!

Cte - Já reparei, usas gravata e como gravata de burro é chocalho!

Funcº - Antes excomunhão de vigário que bênção de pé de burro!

Cte - Quem afaga a mula recebe coices!

Funcº - A mula com afago, o cavalo com castigo!

Cte - Burro velho não toma andadura ou, se a toma pouco dura!

Funcº - Antes burro que me leve, que cavalo que me derrube!

Cte - O burro gosta de ouvir os seus zurros!

Funcº - Filho de burro pode ser lindo mas dá coices!

Cte - De pensar, morreu um burro!

Funcº - Quem burro vai a Roma, burro vai, burro vem!

Cte - Até lá morre o burro e quem o ensina!

Funcº - Burro que geme, carga não teme!

Cte - O burro é mau, indo para casa, corre sem pau!

Funcº - Mais vale burro vivo, que sábio morto!

O “burro” do contribuinte exclamou:

Paga e não “bufes”!...

O “burro” do funcionário replicou:

Isso era antigamente, agora “bufas” mas tens que pagar na mesma!...

QUE GRANDE BURRADA!...

Por MANUEL MAJOR

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Vida lixada"

Vimos hoje dar a conhecer a veis poética do nossa prezado amigo JULIO AMARAL


"Vida Lixada"

Em manhã primaveril
De sorriso desenhado no rosto
E a promessa d'alguma fartura.
- Duro - Tem sido o seu viver
Franziu a testa (desligou a telefonia)
- Deixa lá ver se o tempo segura!-

À tarde! (ergueu-se)
De cãs, e um pouco curvo
- Tanta palavra por colher -,
Olhou p'ró céu (meditou)
Aos sessenta! confirmou a dúvida
Afinal vai chover-

De regresso a casa ressentido
Ajeitou o velho chapéu
O José da mão calejada.
Maldizia o seu destino
Um peso o vergava - "Divida pública" -
Que porcaria de : (vida lixada).

Em noite outonal! (inconformado colhia)
Letra a letra de novos saberes
Esperança nos seus a depositar.
Negação de continuidade
A quem mandou chover
P'ra no futuro não mais voltar-


                                                   JULIO AMARAL

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Primeiro cigarro

Corria o ano de 1954 e eu tinha 9 anos. Estava estudando no Ensino Primário na Escola do Caldeiro na cidade natal de Estremoz.

Com alguns colegas de escola e outros amigos de rua, sempre bricávamos pelos mais diversos cantos da minha bela cidade. Jogávamos "pateira", brincávamos ao "rei coxinho", pedurávamo-nos na trazeira dos carros de mulas ou nas camionetas, fazíamos alpinismo nas muralhas do Castelo,

caçávamos grilos no campo, tomávamos banho na Ribeira de Têra e nos tanques das Quintas, etc.,etc.,etc.

Havia um rol muito grande de brincadeiras e eu assinalei só algumas. Eram coisas saudáveis, se bem que nem sempre éticas, como aquela de roubar fruta nas Hortas e Quintas. Mesmo assim isso tolerava-se, independentemente de um ou outro tiro de sal nas nádegas que ardia para caramba...

É claro que nesse amontoado de brincadeiras sempre havia alguma mais "cabeluda" como a tentação de espreitar pela fisga de alguma janela alheia e, principalmente, a que é hoje a principal razão da minha crónica --- o primeiro cigarro.

No ano que assinalei acima e guardado na lembrança até hoje, eu estava com um grupo de putos da minha idade lá na chamada Estrada do Espadanal. É uma estrada que saía das Portas dos Currais e fazia ligação com a estrada que ía para a Glória ao se transpôr a EN4. Hoje está tudo urbanizado por ali e a estrada nacional tem outro nome, etc. e tal.

A minha memória de homem de 65 anos está muito boa quando direccionada àqueles tempos, o que não acontece em relação a factos ocorridos recentemente. Lembro-me, portanto, que um dos mais velhos naquele grupo havia conseguido um maço de cigarros da então recente marca "Sporting" e fez questão que cada um de nós experimentasse. Não me lembro da reacção de cada um dos meus amigos, mas lembro-se que tentei engolir (tragar) o fumo e apanhei aquela inescapável bebedeira do tabaco. Senti-me muito mal e isso gravou a cena na memória.

É interessante a comparação daquela cena com as muitas que hoje vemos por aí e que dizem respeito ao começo do vício nas drogas pesadas. O tabaco também é uma droga e também vicía e, por isso, veio a segunda e as sequenciais tentativas de aprender a tragar o fumo. Resumindo, comecei ali a minha vida de fumante, a qual só veio a ter fim no dia 4 de Fevereiro do ano passado.

Assinala-se hoje o primeiro aniversário do meu divórcio com o cigarro. Jamais usei qualquer outro tipo de droga e penso que jamais usaria. Até entendo que o cigarro foi um grande companheiro em certos momentos difíceis da vida, algo difícil de explicar. Parei porque o corpo enviou-me um sinal de alerta e eu percebi.

Sinto-me feliz por ter parado de fumar e mais feliz ainda por saber que nenhum dos meus descendentes tem esse hábito ou vício. E por descendentes eu refiro-me a filhos e netos. Netos!? --- Sim, netos também! Pô! eu tinha 9 anos quando comecei e olho para um dos meus netos (11 anos) e penso que jamais admitiria vê-lo com um cigarro nos queixos.

Aos fumantes que acidentalmente venham a ler esta crónica, sugiro-lhes que parem de fumar, de estalo, como eu parei. Garanto-lhes que a força de vontade é mais forte que o vício.



Postado por ALENTEJANO E TROPICANO - Claudio Portalegre

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

MEMÓRIAS

Decorria o ano de 1993 e no dia 24 de Fevereiro foi realizada a escritura Publica de constituição da nossa Associação de Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Évora (Vulgo Santa Clara), hoje Escola Secundária Gabriel Pereira.

Para que conste se publica a fotografia do grupo de antigos alunos que subscreveram a referida escitura


EM CIMA: Sidónio Santos, João Martelo, Joaquim Grilo, João Serrano, Teresa Pais (Já falecida), Telmo Silva, Gualter Cabral, José Luis Zurzica, Francisco Godinho (Já falecido), Herlander, Virgilio Pontes (Já falecido).

EM BAIXO : Telmo Pisco (Já falecido), Mª Carmo Rico, Margarida Godinho, Josué Pontes, Matilde Pontes, Alberto Jorge, Ludovina Pinelas, Maria do Rosário, João Pinelas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Fotografias de Antigas Alunas

Estas fotos foram cedidas gentilmente por MARIA DA GRAÇA CALADO, que se encontra nas fotografias, sendo na 1º foto a 1ª da Esquerda




Se algum ou alguma antiga aluna identificar as dasdas como DESCONHECIDAS, escreva nos comentários o seu nome, para que fique correcto

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

LUGARES no Alentejo

Monsaraz


PORTA DA VILA DE MONSARAZ


Publicada por Joaquim Carrapato

SITIOS no Alentejo

MONSARAZ


Monsaraz com o grande lago a seus pés


Publicada por Joaquim Carrapato

SITIOS do Alentejo

MONSARAZ


Uma panorâmica de Monsaraz


Publicada por Joaquim Carrapato

SITIOS DO ALENTEJO

MONSARAZ




Uma rua de Monsaraz


Publicada por Joaquim Carrapato

Lugares do Alentejo vistos por Joaquim Alberto Carrapato

VIANA DO ALENTEJO




Designação: Santuário de Nossa Senhora de Aires

                                          
                                           Localização: Évora, Viana do Alentejo

                                       

Acesso: Depois de Viana do Alentejo, segue-se pela estrada para Portel; o santuário situa-se cerca de 1500m após o cemitério da sede de concelho, visível da estrada principal e acessível por um estradão que com ele comunica
 
 

EVORA através da objectiva de Máquina Fotográfica

O nosso amigo JOAQUIM ALBERTO CARRAPATO continua a surpreendernos com Olhares sobre a nossa Cidade de Évora, mostrando o que de mais belo Evora tem
















domingo, 6 de fevereiro de 2011

ÉVORA ESPERA A SUA VISITA

ÉVORA ESPERA A SUA VISITA


Atravesse a Praça do Giraldo no sentido do Banco de Portugal e siga as arcadas até ao fim.


Passe o Largo de São Vicente e desça a pitoresca Travessa da Caraça até ao Largo da Graça, marcado pela fachada maneirista da igreja do convento. Fundada no século XVI por D. João III, são célebres os quatro atlantes bíblicos as sua frontaria. A chave está na anexa messe dos oficiais. Regresse pelo mesmo caminho, veja as lojas de artesanato de cobre do Largo Álvaro Velho e passe para o Largo da Misericórdia, frondosa praça que os jacarandás perfumam e pintam de azul na Primavera.



A Igreja da Misericórdia, com portal rococó, tem notáveis retábulos de talha dourada e painéis de azulejos históricos datados de 1716. Para visitar, contacte a Santa Casa da Misericórdia, Rua Mendo Estevéns, 6. Prosseguindo, chega ao Largo da Porta de Moura, enquadrado desde o século XVI por solares onde habitavam eminentes figuras da aristocracia da região.


                                                   

A fonte, que recebeu as primeiras águas do Aqueduto da Água da Prata em 1556, é uma bela peça renascentista de mármore regional, provavelmente concebida por Diogo Torralva, à data conservador do aqueduto. Evocando memórias de outros tempos, nela se encontram as marcas ancestrais dos cântaros nos muretes e um chafariz de cavalos. Aprecie e arcada gótica e o mirante mudéjar do Paço dos Morgados Cordovil e, no inicio da antiga Rua da Mesquita, não deixe de ver a barroca e robusta Porta dos Nós da Igreja do Convento do Carmo, primitivo Paço dos Duques de Bragança.
                                                               
O percurso que fez até agora ladeou, pelo exterior, a primitiva cidade, amuralhada pela Cerca Velha, que, neste ponto, era defendida por duas torres, subsistentes, da Porta de Moura: a Torre de S, Manços, com uma pequena capela cheia de frescos e azulejos, e a do antigo Palacete do Conde da Serra da Tourega. Subindo a Rua de S. Manços, franqueia a Cerca Velha rumo à Acrópole. Contemple o trabalho da janela manuelina da casa de Garcia de Resende, considerada a mais bela da cidade, e embrenhe-se pela zona das Freirias, onde abundam portais góticos e grelhas de tradição árabe. Seguindo a Freiria de Baixo, encontra, no Pátio de S. Miguel, o palácio dos Condes de Basto. Solar acastelado assente na muralha romano-visigótica, foi morada dos primeiros reis portugueses e nele se reflecte a evolução estilística eborense, do romano ao renascimento e manuelino-mudéjar. Os esgrafitos que decoram a fachada são os mais antigos de Évora.

A partir do Largo, faça uma incursão de ida e volta à universidade. Passeie no claustro e procure ver a Sala dos Actos e as antigas salas da aula decoradas com azulejos do século XVIII alusivos às matérias leccionadas. Na anexa Igreja do Espírito Santo, a sacristia oferece azulejos quinhentistas verdes e brancos e frescos representado cenas da história da Campanha de Jesus e da vida de Santo Inácio de Loiola.

De novo no Pátio de S. Miguel, tomando agora a Freiria de Cima, retoma o caminho da Sé. Pare no n.º 17 do Largo Dr. Mário Chico, Solar dos Condes de Portalegre, e espreite o espaço da Galeria de S. Miguel – Arte e Atrelagem.

A entrada para o Largo do Conde de Vila Flor faz-se sob arco redondo que une a Biblioteca Pública e o Museu Regional instalado no Antigo Paço Arquiepiscopal. Chegou ao topo da Acrópole. Contornando-a pelo lado direito, surgem sucessivamente: o Convento dos Lóios, actual pousada, fundado no século XV sobre as ruínas do castelo medieval, com um claustro de arquitectura manuelino-renascença e uma notável porta da Sala do Capítulo, estilo mudéjar alentejano; a Igreja de S. João Evangelista, com um portal gótico flamejante a pronunciar uma grande beleza interior, e o Palácio dos Duques do Cadaval, enquadrado por duas torres medievais (a pentagonal conhecida por Torre das Cinco Quinas).

Dominando o largo, o Templo Romano, ex-líbris da cidade, é um magnífico exemplar da arquitectura greco-romana dos séculos I-II, que se pensa dedicado a Júpiter ou ao culto dos deus-imperador. Sofreu inúmeras tribulações ao longo dos tempos. Foi torre militar do sistema defensivo medieval e açougue municipal, até que, no século XIX, foi liberto das paredes envolventes, o que deixou à visita as originais colunas e capitéis.

No Jardim de Diana, assente sobre um troço de Cerca Velha, alguma estruturas de mármore recordam o Simpósio da Pedra, realizado nos anos 80. Oferecer um ampla vista sobre o Bairro da Mouraria, os moinhos do Alto de São Bento, o Convento de S. Bento de Cástris, o traçado ziguezagueante do Aqueduto da Água da Prata, o Convento da Cartuxa e, mais à direita, o Convento do Espinheiro, aqui pode vêr com os seus prórios olhos uma oliveira que tem mais de mil anos. Segundo a lenda, ali apareceu a um dos monges, Nossa Senhora do Espinheiro.

Prosseguindo na volta ao largo e colocando-se de frente para o Templo Romano, tem à direita o Palácio do Amaral, actual Governo Civil e PSP, com um belo friso esgrafitado; depois do templo, o Palácio da Inquisição, onde se condenaram mais de 22 000 almas e que a Universidade de Évora transformou em departamento de pedagogia. Na actual residência dos padres jesuítas, merece visita o fresco das Casas Pintadas. Para visitar toque no n.º15 da Rua Vasco da Gama.


                                         

Finalmente, a Sé Catedral de Santa Maria, fundada no século XIII. O interior, em planta de cruz latina com três naves de altura desigual, é marcado pelo cruzeiro com torre-lanterna, a jóia arquitectónica da sé. Na nave central, aprecie o órgão de tubos, do século XVI, do mestre italiano Oldivini, o altar barroco com a estátua gótica de Nossa Senhora de Ó, de mármore policromado, e o Anjo da Anunciação, de madeira estofada, atribuído ao flamengo Olivier de Gand. O claustro, obra-prima do estilo ogival do País, mantém na sua capela tumular preciosas esculturas. No Museu de Arte Sacra, merecem especial atenção a imagem de Nossa Senhora do Paraíso, tríptico gótico de marfim (século XIV), a colecção de painéis primitivos portugueses do ciclo gótico-manuelino-renascença, o dossel persa, quinhentista, da Ordem de Avis e a cruz-relicário do Santo Lenho, que esteve na Batalha do Salado, em 1340.

Desça para a Praça do Giraldo pela Rua 5 de Outubro, entre casas antigas e lojas de artesanato. Espreite o Beco do Espinosa, repare nas colunas dos n.ºs 43-47, correspondentes à entrada do antigo poço da cidade, e, mais abaixo, no nicho da Santíssima Trindade, datado de 1 de Novembro de 1755, também chamado do Senhor Jesus dos Terremotos. Logo a seguir, a Torre de Selaria, pentagonal, e as duas alcárcovas assinalam as mais antigas fronteiras da cidade.
 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Simulacro de incêndio na ESGP com balanço "positivo"




Sexta, 04 Fevereiro 2011 10:50




Testar o Plano de Segurança Interno da Escola Secundária Gabriel Pereira (ESGP) foi o principal objectivo do simulacro de incêndio realizado ontem neste estabelecimento de ensino de Évora.



Catorze elementos dos Bombeiros Voluntários de Évora (BVE) responderam ao alerta emitido pela escola, chegando ao local em "dois ou três minutos". O cenário era o de um "incêndio" provocado por um curto-circuito numa sala de aula do maior pavilhão (A3), onde se encontravam dois alunos intoxicados, devido à inalação de fumo. Além do "socorro" às vítimas, foi necessário proceder previamente à evacuação de todo o espaço escolar.



                                       

No final das "operações", o director da ESGP, Ananias Quintano, disse que "o objectivo do simulacro foi preparar-nos para uma situação real", salientando que esta foi a primeira iniciativa do género depois das obras de requalificação realizadas recentemente.


                            

Este responsável considerou que "tudo correu dentro da normalidade", destacando que "os alunos saíram muito ordeiramente e, mais ou menos, dentro do tempo que esperávamos". De realçar que os alunos, embora soubessem da realização deste simulacro, não estavam informados da hora a que ia acontecer.


          
                                            

O adjunto do Comando dos BVE, João Caraça, também fez um "balanço positivo" do exercício, referindo que decorreu "de acordo com as nossas expectativas".

No entanto, frisou que "há sempre aspectos a melhorar", exemplificando com o facto "da saída dos alunos durante a evacuação ter sido feita pelo mesmo local por onde entraram os meios de socorro, o que numa situação a sério não deveria acontecer". João Caraça garantiu ainda que os Bombeiros de Évora estão "preparados" para situações reais desta natureza.

Além dos 14 homens envolvidos no exercício, estiveram no "campo" uma auto-escada, uma ambulância, um carro de combate a fogos urbanos e uma viatura médica de emergência e reanimação. O simulacro foi ainda acompanhado pelos elementos do Serviço Municipal de Protecção Civil.


Publicado em DIÁRIO DO SUL (http://www.diáriodosul.com/)

Poema de MANUEL MAJOR

As formigas

Um rancho de raparigas
Com chapéu de palha
E rosto embornicado
Pareciam formigas
Cantavam lindas cantigas
E trabalhavam sem fadigas

Eram as mondadeiras
Cheias de olheiras
Limpando as sementeiras

Com o seu corpo cansado
Não tinham um lamento
E a cada momento
O calor era um tormento
Mas…
Quando chega o vento
Este sopra a contento
E a seara e as suas ondas
Apreciam as mondas
Das raparigas formosas
Sempre desejosas
Que a brisa não acabe…

Do livro FARRAPOS VIVOS (Ainda em impressão)

FARRAPOS VIVOS - Poemas de MANUEL MAJOR

Aqui se publica mais um poema do nossa amigo MANUEL MAJOR


O pintor

Alcandorado no trono
Até parece que é dono
De toda a vizinhança
Que já perdeu a esperança

O trono dá saber
No modo de viver
Pois basta ser pintor
Um quadro pintar
Depois o avaliar
Vender e saber falar

Falar cria emoções
Fascina os corações
Cria rios de ilusões
Que acabam em traições

E quem acreditou
Depois verificou
Quem o enganou

MANUEL MAJOR, do livro FARRAPOS VIVOS (Ainda em impressão)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ONTEM E HOJE

Ano de 1959.

Cincoenta e dois anos são passados, mas a lembrança perdura. O meu grande sonho era ser oficial da Marinha de Guerra e, mais tarde, comandante de um qualquer navio mercante ou de passageiros, passaporte para conhecer o Mundo. E nesse ano esse sonho terminou...

Naquele ano eu cursava o 4º do Curso Geral de Comércio e era, como sempre fui, aquele aluno do meio da tabela; aprendia o que ouvia e não perdia horas decorando o que quer que fosse; situava-me, sempre, naquela faixa entre o medíocre + e o suficiente...
Companheiros inseparáveis naquele e nos anos anteriores da Escola, além do Calhau, Raúl Silva, Zé Baião, Constantino Pereira, Correia da Costa, Guilhermino, Chico Garcia, etc., tinha o Gualter Cabral. Este último e eu entrávamos na primeira aula de inglês e a professora, imponente no corpo e na voz disse: “vocês dois estão chumbados! Se quiserem entrar, entrem, mas não adianta”.

Um outro dia tinha Exercício de Contabilidade. Não me lembro o nome da professora; sei que era muito feia, hospedava-se num prédio do Cabido gerido por freiras e tinha um insuportável mau hálito. Eu, que não sabia patavina de Contabilidade, respondi a algumas questões e coloquei na folha a finalizar: “Continúa no próximo folhetim”. Isto dos folhetins estava em moda por causa dos da Emissora Nacional e que eu ouvia alternadamente com os Parodiantes de Lisboa.

O corpo docente reuniu-se extraordinàriamente só para avaliar o meu comportamento e eu lembro-me que fui punido com dois dias de suspensão.

Quando do regresso da punição, coincidiu haver um Exercício de Inglês. Imaginem! Sentei-me na carteira como todos os demais, rapazes e raparigas. Esquecia-me de assinalar que a turma era mista e lembro-me da Edite Garcia, Cristina entre outras. E aí aconteceu que a professora Dona I... chegou do meu lado e disse: “como não sabes merda nenhuma, faz aí uns desenhos iguais aos do Exercício de Contabilidade”. Claro que, como respeitador, cumpri e segui a sugestão... O resultado disto foram 10 dias de suspensão e estava configurada a minha reprovação de ano. Morreram os meus sonhos. No ano seguinte fui trabalhar no meu primeiro emprego em Lisboa
 
e estudar à noite na Escola Dona Maria II, tendo como professor de História o inesquecível Talhante que no ano anterior estava em Évora.

Fui na residência da Dona I..., na Praça do Geraldo naquela época, casa de seus pais para pedir-lhe que reflectisse sobre a questão. O resultado disso foi que, quando eu voltei para as aulas ela disse para toda a classe e na minha presença: “o gajo foi na minha casa ajoelhar-se a meus pés”. Senti, definitivamente, que nada mais era possível.

Naqueles tempos tudo o que relatei se colocava num plano 180 graus oposto em relação à actualidade. Os meus pais nem do ocorrido tiveram conhecimento. Jamais foram chamados à Escola. E imaginem hoje uma professora dizer aos alunos o que me disse a mim. No mínimo apanhava do aluno e era expulsa da Escola...

Na realidade, a Escola era uma verdadeira ditadura. Naqueles Conselhos Docentes os alunos ou responsáveis não participavam e isso, per si, configurava arbitrariedade.

O Director, Guedes do Amaral, que também foi meu professor, era temido por todos nós. No fundo, porém, era boa pessoa. Lembro-me dele alguns anos mais tarde quando frequentemente eu ficava nas estradas pedindo boleia (carona) e várias vezes me abriu a porta do seu carro. Ele tinha um problema nos pés que se agravava ano a ano e lembro-me do seu sofrimento com isso. Foi o único dos docentes que referi aqui nominalmente. Da professora de Contabilidade não me lembro o nome. Da professora de Inglês sei o nome mas não o coloquei aqui por uma questão de ética, pois mesma se suicidou num dos anos da década de 90, possìvelmente por ter a consciência muito pesada.

A vida dá muitas voltas e eu acabei por me formar num curso superior, Administração de Empresas, aqui no Brasil em 1983. Sei que muitos dos meus antigos colegas não seguiram os estudos além do curso secundário e eu fi-lo já com idade avançada. Nas aulas de Ciências Contábeis, neste curso, eu fui sempre o melhor aluno, mesmo não escrevendo o nome das contas e a descrição com o bastardo francês e o cursivo inglês que muito bem aprendi... Quanto a inglês, não gosto. Falo e escrevo fluentemente espanhol e francês, mas fiquei com trauma do inglês... Não fui para a Marinha, mas a viagem que fiz para Timor como militar --- 60 dias de ida e mais 60 de volta de navio --- afagaram o meu ego...


Adios amigos! Au revoir!

 
A minha fotografia CLAÚDIO PORTALEGRE

htpp://alentejano2004.blogspot.com

Poema do Antigo Aluno MANUEL MAJOR

O cheiro


Senti-lo… é ver
Nos montes
As casas baixas
Brancas e caiadas
Com salpicos de oca
Envolvidas num cheiro
Suculento
Absorvente
E envolvente

Ele não se explica
E só é perceptível
Por quem o sinta
Por quem o viva
E por quem o conheça

É o Alentejo

Do sol a doirar
E do trigo a crescer

Dos pintassilgos
Melros e picanços
Debicando o trigo
Das espigas loiras
Envolvidas em papoilas
Debaixo de um calor
Dum sol dardejante

MANUEL MAJOR

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

FOTOS DO TEMPO DA EICE




Caros amigos


Vejam lá se se lembram disto!

Ao centro, a cantar - Joaninha; da esqª. p/a direita - Francisco Bolas, Adílio Tirapicos (o único não aluno), Joaquim Rosa Grilo Correia, Luis Manuel Monginho e António Carlos Monginho. O fotografia não está datada mas deverá andar por 1962-1963. O grupo já ostentava aqui a designação de "OS VAGABUNDOS DO RITMO".

Este espectáculo de variedades, devido ao sucesso que tiveram todos os artistas, em que se contavam os irmãos Soares, João Molero, António Silva, Almeida, Mariana Valejo e outros de que já não me recordo, foram à Escola Patrício Prazeres repetir o espectáculo, também com grande sucesso. - Lá, lembro-me que o Director-Geral, convidado pelos directores de ambas as escolas, face à "performance" profissional e qualidade dos artistas eborenses, abandonou o espectáculo como reprovação. Não sei como a "cena" teria acabado em termos institucionais, mas de uma coisa todos nós ficámos com a certeza: a de que o nosso director, Dr. Guedes do Amaral, não apenas exultava com os seus pupilos, como, por outro lado, mostrava a sua faceta de homem de vistas largas para o tempo, com iniciativa fora de comum e elevado espírito democrático, ainda que, por vezes, não o pretendesse denotar.

Abraços cordiais a todos!

Luis Monginho

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

VIAGEM DE FINALISTAS 1964

Fotos cedidas pelo colega MANUEL MAJOR















As fotos  foram tiradas no barco entre Algeciras e Ceuta, em 25/03/1964, na viagem dos finalistas de 1964

 Viagem de finalistas – Aracena em 23/03/1964  -  Viagem de finalistas – Cádiz em 23/03/1964

 A malta da pesada da Mocidade/Milícia  -  Viagem de finalistas --/03/1964

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Peças da História da Cidade de Évora


Boa noite .

Envio uma foto da nora que está margeando a avenida que vai das Portas de Alagoa para a Porta de Avis
Quando foi feita essa avenida, durante as obras conversei algumas vezes com o então Vereador Branco e alertei-o para que fosse providenciada a manutenção daquela nora. Além de um bom visual, era peça cultural. E assim foi. Acho que ainda lá está...
 
Cláudio F. P. Trindade

Campinas - Brasil

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